02 abril 2014

Óculos para daltônicos


Ano passado li no blog do David Pogue, do New York Times, um artigo sobre um óculos produzido pela empresa EnChroma . O jornalista usou esse óculos e fez uma breve resenha sobre o assunto.
Pelo que li parece muito interessante, o jornalista ficou maravilhado com vários tons que nunca havia notado e, principalmente, quando viu o arco íris. Um dos maiores problemas é não poder usá-los dentro de casa, ou no trabalho, pois são óculos de sol e dependem da quantidade de luz no ambiente. Outro problema era o preço, na época 600 dólares, hoje já custa cerca de 380 dólares, acrescente a isso o custo de transporte até o Brasil.
Não tenho interesse, no momento, em comprar esses óculos, mas caso você queira, é bem simples, você faz um teste primeiro, para avaliar seu daltonismo, dentro do próprio site da empresa, pode ser também através do aplicativo de celular, que você encontra fácil no site da EnChroma. Após o teste a empresa dá a opção de óculos para você, tem em alguns modelos, de acordo com seu estilo. Achei interessante, no futuro pretendo comprar e testar, outro detalhe é que a empresa dá uma garantia de reembolso de 30 dias, caso você não fique satisfeito.
O legal é ler os testemunhos de quem usou os óculos: são muito bons, acho que todos os daltônicos vão se sentir sensibilizados pelos testemunhos.

  

22 agosto 2013

Escrevendo

Parei de escrever, não tem sobrado tempo. Sigo no twitter: @marcelocruzc. Precisando de algo estarei por lá. Nos últimos dias meu daltonismo deixou de ser problema. Já ajudei em trabalhos de pós graduação, curta metragem, mestrados e tudo o mais, até em livros infantis, meu daltonismo já foi longe. Qualquer dúvida ainda pode consultar meu email: mattiapascal3@gmail.com. Até mais, ou até quando conseguir escrever novamente.

Frases do que ando lendo (Férias)

 Daniel Galera, Barba Ensopada de Sangue

"Tu pode deixar  pra trás um filho, um irmão, um pai, com certeza uma mulher, há circunstâncias em que tudo isso é justificável, mas não tem o direito de deixar para trás um cachorro depois de cuidar dele por um certo tempo (...)"

"O que seria da gente sem falsas esperanças?"

"As pessoas às vezes parecem espantadas por terem sido abordadas, como se dirigir a palavra a alguém fosse a coisa mais insólita que pudesse acontecer."

"O corpo é sua própria cápsula do tempo e sua viagem é sempre um pouco pública, por mais que a tentemos esconder ou maquiar."

"A vida não é pra amador."

Groucho Marx, Memórias de um amante desastrado 

"Muita gente escreve sobre o amor sem jamais ter tido contato com ele. Mas até que você tenha lustrado a cara de uma mulher com seus lábios trêmulos, e os sapatos com a nova toalha de visitas de sua mulher, você não sabe nada sobre o amor – e nem sobre sua mulher."

"O problema com o amor é que muita gente o confunde com gastrite. Depois que essa enfermidade é curada, eles descobrem que estão casados com uma garota com quem jamais se casariam, mesmo que os matassem."

"(...) Sei que essa sórdida discussão sobre dinheiro não tem muito a ver com sexo, mas experimente sair com uma garota quando estiver duro, e veja até onde consegue chegar. Eu mesmo tentei uma noite, e às oito da noite já estava de volta à cama – sozinho... com nada para me divertir além de uma fria bolsa de água quente."

Resposta Certa, David Nicholls

“- Não tem importância. Erre outra vez, erre melhor!
- Samuel Beckett, certo?”

"Acho que existem seis estágios de leitura de livros. O primeiro é o de livros ilustrados. Depois, livros com mais ilustrações do que palavras; livros com mais palavras do que ilustrações; livros sem ilustrações, só talvez um mapa ou uma árvore genealógica, mas com muitos diálogos; depois, livros com longos parágrafos e quase nenhum diálogo e, por fim, livros sem diálogos, sem narrativa, só de parágrafos grandes e longos com notas de rodapé, bibliografias, apêndices e letras muito, muito pequenas."

"(...) Aliás, minhas chances de usar essa camisinha essa noite é a mesma de transportar o menino Jesus por um rio."

"Às vezes, acho que faltam mais psiquiatras no mundo..."

"Ao abrir o armário, eu meio que esperava encontrar Narnia."

"Apesar dos melhores esforços das autoridades de licenciamento, permanece o fato de que, não importa o quanto seja tarde, você sempre consegue tomar um drinque se precisar mesmo de um."

David Nicholls, O substituto

“- Sabe como dá pra saber que são todos atores?
- Diga.
- Porque todos os imbecis harmonizam?”

Barry Miles, Jack Kerouac, king of the beats

"Escondido em seu pequeno apartamento, iluminado apenas por uma vela trêmula, Jack solenemente amarrou um pedaço de barbante ao redor do braço como torniquete, cortou a si mesmo e anotou uma citação de Nietzsche com seu próprio sangue: “A arte é a tarefa maior e a atividade metafísica mais adequada dessa vida.”"

"Contrariado com o fato de John Clellon Holmes haver concluído seu romance a respeito de seu círculo de amigos, Jack estava ansioso para pôr sua versão no papel p mais rápido possível. Com a carta de Neal em mente, agora havia decidido escrever a história “como tinha acontecido”. Joan perguntara, em várias ocasiões, o que exatamente ele e Neal haviam feito juntos, tentando compreender a cronologia que abrangia as diferentes viagens, de modo que Jack escreveu On The Road na forma de uma carta à sua mulher. No início, sentia-se, a todo instante, bloqueado ao ter de parar com frequência para colocar uma nova folha na máquina de escrever (um computador teria sido incrivelmente conveniente). Então, teve a ideia de usar rolos de papel japonês de 6 metros de comprimento que Joan trouxera do loft de Cannastra. O papel era quase transparente e as marcas de teclas eram visíveis do outro lado do papel. Ele emendou um rolo no outro e começou a trabalhar. (...) Enfiou uma extremidade do papel no carretel da máquina, escolheu a entrelinha mínima e começou a datilografar: “Encotei (sic) encontrei Neal pela primeira vez pouco tempo depois de meu pai morrer [...] Tinha acabado de me recuperar de uma doença séria que não vou me dar ao trabalho de explicar agora, a não ser para dizer que tinha realmente alguma coisa a ver com a morte de meu pai e com uma sensação horrível que experimentava de que tudo estava morto.”"

"Como me tornei budista? Bom, depois daquele caso de amor que contei em The subterraneans, eu não sabia o que fazer. Fui para casa e fiquei sofrendo no meu quarto. Sofria, claro, a tristeza de perder um amor, apesar de eu realmente querer perdê-lo. Bom, fui à biblioteca ler Thoreau, e passei a lê-lo, falava na filosofia hindu. Então, deixei-o de lado e peguei, por acaso, The Life of Buddha, de Ashvaghosa."

Sobre a morte de Kerouak: "Allen Ginsberg: “Assim, ele bebeu até morrer. Que é apenas um jeito de viver, ou de lidar com a dor e a inutilidade de saber que tudo não passa de sonho e de um grande, desconcertante e bobo vazio.”"

Valter Hugo Mãe, a máquina de fazer espanhóis

"assim é o amor, uma estupidez intermitente mas universal. toca a todos. o senhor pereira entristecia-se e eu ficava egoísta achando que a minha desgraça era bem maior."

 "(...) porque é isso que a saudade faz, constrói uma memória que nós nos orgulhamos de guardar, como um troféu de vida."

"ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito. um medo pelo que não se vê, como ter medo do escuro porque o bicho papão pode estar à espreita para nos puxar os cabelos. esperar por deus é como esperar pelo peter pan e querer que traga a fada sininho com sua minissaia erótica tão desadequada à ingenuidade das crianças. O ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade de complicar as coisas."

Haruki Murakami, 1Q84| Livro 2

"- Obviamente, o relacionamento entre um homem e uma mulher não é tão lógico como parece. O sistema monogâmico possui várias contradições (...)"

Haruki Murakami, 1Q84| Livro 1

"- Se vocÊ ama, ainda que uma única pessoa, de verdade, a vida vale a pena. Mesmo que você não fique com ela."

Guilherme Fiuza, Bussunda – a vida do casseta

"- Homem que é homem não dança. A única possibilidade admissível de um homem dançar é com o intuito deliberado de comer alguém. Fora isso, é viado."

09 janeiro 2013

Frases do que ando lendo

"Mas, apesar da falta de talentos naturais, eu acho que tinha um dos elementos fundamentais para alimentar toda centelha nascente de arte criativa: a ingenuidade, essa capacidade fantástica que leva um sujeito a não se dar conta nem por um instante de quanta adequação lhe falta para fazer aquilo que está prestes a iniciar." Steve Martin, Nascido para matar... de rir

22 setembro 2012

Daltonismo

A piada que não entendi
Um texto que complementa essa tira: O Camaleão Daltônico



31 julho 2011

Frases do que ando lendo

Um dia, David Nicholls

"Não, esta era a vida real, e era normal não se sentir mais tão curiosa ou apaixonada como no passado. Aos trinta e oito anos, seria inapropriado, indigno, ter amizades ou casos de amor com o mesmo entusiasmo e a intensidade de uma garota de vinte e dois. Apaixonar-se daquele jeito? Escrever poemas, chorar ouvindo uma música pop? Arrastar pessoas para dentro de cabines fotográficas, levar um dia inteiro para gravar uma seleção de músicas numa fita, perguntar às pessoas se queriam dormir com ela só para fazer companhia? Se hoje em dia você citasse Bob Dylan, T.S. Eliot ou, Deus me livre, Brecht para alguém, a resposta seria um sorriso formal e um passo atrás, e quem poderia culpá-los? Ridículo, aos trinta e oito anos, esperar que uma canção, um livro ou filme mudem a sua vida. Não, tudo agora estava assentado e estabelecido, e a vida era levada num clima geral de conforto, satisfação e familiaridade. Não haveria mais enervantes altos e baixos. Os amigos de agora eram os amigos que teriam em cinco, dez, vinte anos. Não tinham esperança de se tornar muito mais ricos ou pobres, só queriam continuar saudáveis por algum tempo ainda. Encontravam-se na média: classe média, meia-idade, felizes com a felicidade possível."

""O que você vai fazer com sua vida?" De uma forma ou de outra, parecia que as pessoas estavam sempre fazendo aquela pergunta - os professores, os pais, os amigos às três da manhã -, mas a questão nunca tinha sido tão premente, e ela estava longe de obter uma resposta. O futuro se estendia à sua frente, uma sucessão de dias vazios, cada um mais desanimador e incompreensível que o outro. Como iria preencher todos eles?"

01 julho 2011

Meu Azar ou Sobre o Transporte Coletivo de Curitiba

São três imagens, de três dias diferentes, mas todas desse ano. A primeira é a mais recente, tem 4 dias. O ligeirinho parou no meio da rápida, soltando muita fumaça. Levou um certo tempo até que todos pudessem sair do ônibus e chegar ao outro lado da rua.
A segunda foto tem alguns meses, outra vez era um ligeirinho. Não sei exatamente o que aconteceu, mas saiu muita fumaça, as pessoas, principalmente as que estavam sentadas na traseira, entraram em desespero e começaram a empurrar umas as outras até conseguir descer.
A última ainda é a que mais deixa impressionado, um biarticulado perdido no meio da fumaça. Essa é do começo desse ano, não tenho certeza da data. Outra vez a fumaça, pessoas em pânico e muita correria para descer.
Esse é o transporte coletivo de Curitiba, o melhor do país. Fazem tanto alarde do maior ônibus, da quantidade de novos ônibus, do tipo de combustível utilizado. Estamos distantes dessa propaganda da Prefeitura, qualquer pessoa que utiliza diariamente o transporte coletivo de Curitiba sabe disso. Isso aconteceu comigo 3 vezes apenas nesse ano, não sou tão azarado assim. Depois ainda dizem que esses ônibus passam por manutenção, que são seguros. Sei.