19 Novembro 2009

Sheldon

Lendo o livro A vida secreta dos números, George G. Szpiro, descobri que o Sheldon de The Big bang Theory não é pura ficção, olhem só a vida do Don Zagier:
"Zagier nasceu em 1951, na cidade alemã de Heidelberg, cresceu nos Estados Unidos, completou o ensino médio com 13 anos, graduou-se em matemática e física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts aos 16 anos e doutorou-se na Universidade de Oxford aos 19 anos. Aos 23 anos obteve habilitação - a qualificação alemã para lecionar - no Instituto de Matemática Max Planck. Aos 24 anos de idade, era o professor universitário mais jovem da Alemanha. Aliás, seus talentos não se limitam à matemática: ele fala nove línguas."
Zagier é um dos mais importantes matemáticos do mundo e sua principal área de trabalho é a teoria dos números. O Sheldon tem um concorrente forte.

18 Novembro 2009

Imax

Só iria ao imax para ver Avatar em dezembro, mas acabei adiantando e fui ver Os Fantasmas de Scrooge. O cinema é tudo aquilo que dizem, ótimo som, ótima projeção, sala bonita, tela gigante e um preço nada acessível. Com preço alto não comece a acreditar que você estará livre dos infelizes que sentam atrás e chutam sua poltrona, esses bastardos estarão sempre por aí. Pior são os que compram ingresso com lugar marcado e sentam no lugar dos outros, não imagine que você também estará livre disso; chego no horário, vou até meu lugar e encontro alguém sentado ali, faço aquele ar de: ei, essa poltrona é minha e você é um grande idiota. Alguns pais acharam que seria uma boa ideia levar seus filhos para assistir esse filme, o resultado não foi muito satisfatório. O filme é bem sombrio, cheio de sustos e lamentações. Algumas crianças começaram a chorar e não foi de emoção. Essa questão de filme 3 D ainda precisa evoluir muito, dar profundidade em cenas sem importância e querer passar alguns sustos ou aquela eterna chuva e neve desses filmes não são muito legais. Todos os filmes em 3 D têm chuva ou neve, isso quando não chove hambúrger. Isso cansa. Espero que Avatar realmente faça o que tem prometido, só assim para ver outro filme no imax.

15 Novembro 2009

Frases do que ando lendo

Todos os belos cavalos, Cormac McCarthy

"A gente nunca sabe quando vai precisar das pessoas que desprezou."
"No fim todos nós terminamos curados de nossos sentimentos. Os que a vida não cura a morte cura. O mundo é bastante cruel na escolha entre o sonho e a realidade, mesmo quando nós não escolhemos. Entre o desejo e a coisa está o mundo à espera."
"Em toda burrice que fiz na minha vida tinha uma decisão que eu tinha tomado antes. Nunca era a burrice mesmo. Era sempre uma escolha que eu tinha feito antes. Entende o que estou dizendo?"
"Um cavalo bonito é como uma mulher bonita, disse. Dão sempre mais trabalho do que valem. O que a gente precisa é só de um que faça o serviço."
"(...) pois como a maioria dos homens bons no que fazem desprezavam a menor sugestão de que sabiam alguma coisa não aprendida em primeira mão."
"As cicatrizes têm o estranho poder de nos lembrar de que nosso passado é real. Os acontecimentos que as causam jamais podem ser esquecidos."
"Os nomes das entidades que nos reprimem mudam com o tempo."
"Está vendo o filho da puta.
Está vendo ele olhando pra cá?
Estou vendo ele.
Que acha que estou pensando fazer?
Não faço a menor idéia deste mundo.
Vou me levantar daqui e ir até lá e rebentar a boca dele.
Vai ao diabo.
veja só.
Pra quê?
Só pra poupar a viagem a ele."
"No fim do terceiro dia tudo parecia já ter acabado. Os dois estavam meio nus e john Grady tinha ficado caolho com uma meia cheia de cascalho que lhe quebrara dois dentes do maxilar inferior e lhe fechara completamente o olho esquerdo."
"Geralmente eu posso avaliar a inteligência de um homem pelo quanto ele me acha estúpido."
"Para mim o mundo sempre foi mais um espetáculo de marionetes. Mas quando a gente olha pra trás da cortina e identifica os cordões para cima descobre que eles terminam nas mãos de ainda outros bonecos, eles mesmos com seus próprios cordões para cima, e assim por diante."
"Disse que aqueles que sofrem um infortúnio sempre são isolados mas é esse mesmo infortúnio que constitui o seu dom e a sua força e que eles devem abrir caminho de volta à luta comum do homem pois se não fizerem isso a luta não pode ir para a frente e eles próprios definharão na amargura."
"Que toda coragem era uma forma de constância. Que era sempre a si mesmo que o covarde abandonava primeiro. Depois dessa todas as traições era fáceis."

Finalmente terminei de ler a trilogia da fronteira do Cormac McCarthy, não li os livros na sequência, li de acordo com o que encontrava primeiro. Terminei com Todos os belos cavalos, que na verdade é o que abre a trilogia. A travessia e Cidades da planície são os dois títulos que fecham a trilogia. Com isso termino com os livros do Cormac McCarthy publicados no Brasil, esse escritor é, ao meu ver, o melhor escritor atual. Ainda nesse ano será lançado o filme A estrada, baseado no último livro do Cormac, e há a previsão de que Meridiano de sangue também vire filme. Depois de Onde os velhos não têm vez, que virou Onde os fracos não têm vez no Brasil, dirigido pelos irmãos Coen, ganhar vários prêmios, parece que descobriram o Cormac McCarthy.

Msn e a vida

A pergunta foi simples: o que aconteceria se na vida real tivéssemos os mesmos recurso do msn?
O Paulo Carranza fez uma série de tirinhas sobre isso:
O msn é uma ferramenta muito útil para comunicação, além disso temos um poder grande nas mãos, pois podemos bloquear alguém que nos incomoda em determinado momento ou até mesmo ignorá-los para o resto da vida. Com os recursos do msn sendo aplicados em nossas vidas teríamos um certo sossego quanto aos chatos de plantão. E as risadas? Ninguém ri daquela forma, há desde os hauhau aos desapercebidos rs. Imagina, você conversando com alguém e a pessoa começa a rir com os indefectíveis kkkkkkk; seria bizarro. Algumas criaturas ainda amam escrever tudo em caixa alta, o que alguns tomam por gritos, caixa alta pra mim é compensação, da mesma forma que um homem mirrado compra um carro gigante, isso reflete em algum ponto na personalidade da pessoa; ninguém sai por aí dando berros, talvez alguns malucos ou estudantes dentro de ônibus.

01 Novembro 2009

Frases do que ando lendo

O Clube do Filme, David Gilmour

"Indicar filmes para as pessoas é um negócio arriscado. De certa forma, é algo tão revelador quanto escrever uma carta para alguém. Mostra como você pensa, aquilo que o motiva, e algumas vezes pode mostrar como você acha que o mundo enxerga. Então, quando você recomenda com entusiasmo um filme a um amigo, e diz: "Ah, é bom demais, você vai adorar", é uma experiência desconcertante quando você o encontra no dia seguinte e ele diz: "Você achou aquilo engraçado?"

"E então, simplesmente, ele partiu. Pensei: "Bom, ele já tem 19 anos, é assim que funciona. Pelo menos ele sabe que Michael Curtiz filmou dois finais diferentes para Casablanca, para o caso de o final triste não funcionar. Isso provavelmente vai ajudá-lo no mundo lá fora. Ninguém vai poder dizer que deixei meu filho partir indefeso."

"Não dá para ficar com uma mulher com quem você não pode ir ao cinema."

Quem quiser ler uma boa resenha do livro, está aqui.

25 Outubro 2009

Um milhão de pedacinhos

A biblioteca da universidade possui um bom acervo de títulos de literatura, às vezes não quero ler um autor conhecido ou livros que já tenha ouvido falar, então procuro nas seções qualquer coisa que me chame a atenção. Há uma frase que diz que não somos nós que escolhemos os livros, que é justamente o contrário. Com essa aleatoriedade acabei por pegar o livro Um milhão de pedacinhos, do James Frey. Lendo a orelha e a contra-capa descobri que era um livro sobre como foram os dias de um dependente químico de 23 anos, com danos "quase irreversíveis ao seu corpo e mente", em uma clínica de desintoxicação. Não é um livro de auto-ajuda, James Frey não conta uma história, ele conta a sua história, conta a sua vida e como passou algumas semanas sofrendo sem álcool e crack. As figuras que ele encontra nessa clínica são surreais, vão desde um juiz, passando por um ex-campeão mundial de boxe e um conhecido "gângster". Ao fim do livro o narrador nos conta como foi a vida de cada uma dessas pessoas que ele encontra na clínica após seu período de reabilitação, é tudo de uma tragicidade enorme. Segundo dados, apenas 17% dos viciados conseguem se recuperar, convenhamos que é um número muito baixo.
"Assisti a um estúpido vídeo sobre um juiz e me disseram que me ajudaria a melhorar. Vomitei, assim como todo santo dia, e não estou melhorando. Tenho 23 anos, sou alcoólatra há uma década e um viciado e criminoso durante quase o mesmo tempo, sou procurado em três estados, estou num hospital no meio de Minnesota, e quero beber, quero usar umas drogas e não consigo me controlar. Tenho 23. Respiro, estremeço e sinto chegando, e a raiva, a necessidade, a confusão, o arrependimento, o horror, a vergonha e o ódio se fundem em uma fúria perfeita, uma grande, bela, terrrível e perfeita fúria, a fúria, e não consigo parar ou controlar a fúria, só posso deixar que a fúria venha venha venha venha venha."
Um milhão de pedacinhos causou o mesmo efeito que O demônio do meio-dia, do Andrew Solomon, já havia causado em mim, a diferença é que um narra todos os problemas de um universo que desconhecia, do efeito do álcool e das drogas nas pessoas, da dificuldade em abandonar o vício e de como isso afeta suas relações com familiares e amigos, e o outro faz um relato abrangente sobre a depressão.

16 Outubro 2009

Apenas uma história

Dois amigos terminaram com suas respectivas namoradas nos últimos dias. O primeiro já estava quase casando quando descobriu que sua namorada estava "servindo a marmita" para fora. Traições são bem difíceis de serem assimiladas, o namoro chegou ao fim e ele passou alguns dias num estado deplorável, agora já está de volta. O segundo foi "roubado" pela namorada, ela pegou seu cartão e sacou todo dinheiro da conta, terminaram o namoro, ela não devolveu o dinheiro e ficou por isso mesmo. No último domingo perguntei para ambos, separadamente, o que era pior, ser traido ou roubado. Ambos responderam que o pior era perder o dinheiro. É melhor terminar por traição que por dinheiro. As respostas foram muito engraçadas, ao perguntar ao traido:

"É claro que preferi ser traido a perder dinheiro, pensando por esse lado eu me dei bem."

A mesma pergunta ao que perdeu seu dinheiro:

"Não penso duas vezes, preferia ser corno e ainda ter meu dinheiro no banco."