11 Julho 2009

Ao romance ideal








Às vezes notamos demais, aquele notar clássico, apenas de observador. Com meu notar e minha reta de travessia pela rua XV comecei a me sentir em um filme em que estava acompanhando um desfecho amoroso. A cena começa pelo fim, havia uma mulher chorando em um daqueles bancos logo no começo do calçadão (o fim). Alguns passos adiante havia um casal discutindo em mais um banco (perto do fim), era quase o término da discussão, ela estava com uma expressão pesada e saiu apressada do banco, deixando o cidadão lá. Outros passos adiante, já próximo daquela loja da C&A, havia um casal feliz e mais adiante outros casais felizes (o começo). A minha sensação era de saber um segredo, de saber como aqueles casais felizes iriam terminar (com alguém soluçando num banco e com aquele multidão passando apressada). Nem sempre termina assim; presenciei o fim para depois chegar ao começo, o contrário seria bem pior.

2 comentários:

Dri disse...

entao vc é nerd's agora pq sabe a saudação do spoke, né...

mcruz disse...

o que tem a ver isso hem dri?